Tecnologia assistiva entre protótipo e trabalho
Tecnologia assistiva também precisa de tempo de treino
O projeto AssistiveXR4Work propõe óculos de realidade estendida com IA capazes de ampliar imagens, aumentar o contraste, ler textos e reconhecer objetos para pessoas com deficiência visual no trabalho. A aplicação é promissora, mas o calendário merece atenção: o demonstrador deverá ser desenvolvido ao longo dos próximos quatro anos e só depois será testado em contexto real.
Do protótipo ao uso diário Para mim, a avaliação não pode ficar limitada à precisão tecnológica. Será preciso medir tempo de aprendizagem, fadiga, autonomia para corrigir erros, funcionamento em ambientes ruidosos e a possibilidade de cada trabalhador escolher quando a assistência é útil. Tal como no treino adaptado, uma ferramenta só cumpre o seu papel quando encaixa na tarefa concreta, e não apenas quando funciona numa demonstração.
A inclusão profissional depende dessa passagem rigorosa entre laboratório, formação e rotina.