Como formar assistentes desportivos inclusivos
Assistente desportivo não é um par de mãos extra
Uma transferência mal preparada, uma instrução vaga ou um guia que acelera no momento errado podem comprometer toda a sessão. Apoiar um atleta com deficiência exige técnica, comunicação e capacidade para ler o contexto, não apenas boa vontade.
O apoio também se treina A formação promovida pela FPDD em Lisboa trabalhou técnicas de guia, transferências, comunicação e apoio psicológico, com testemunhos de atletas de râguebi em cadeira de rodas e boccia. É este o caminho: transformar intenção em procedimento seguro, repetível e ajustado à pessoa.
No treino, avalio o resultado, mas também a qualidade do apoio: quantas instruções foram necessárias, quanto tempo demorou a transferência, onde surgiu hesitação e se o atleta manteve controlo sobre a tarefa. A autonomia não aparece por acaso. Constrói-se com competência.